Rotatividade altíssima e falta de mão de obra travavam o drive-thru da White Castle
White Castle é uma das redes de fast food mais tradicionais dos Estados Unidos, com mais de 300 unidades. Como toda rede de grande porte, enfrenta um desafio constante: manter a consistência do atendimento no drive-thru em centenas de lojas simultaneamente.
Contratar e treinar atendentes para o drive-thru é caro e demorado. A rotatividade no setor de fast food é altíssima, em muitos mercados supera 100% ao ano. Isso significa que a rede está constantemente treinando pessoas novas, e a qualidade do atendimento oscila.
Além disso, muitas unidades enfrentam dificuldade de encontrar funcionários suficientes, especialmente para turnos noturnos e finais de semana. O drive-thru fica mais lento, as filas aumentam e os clientes vão para o concorrente.
SoundHound trouxe atendimento automatizado por voz para 100 unidades
A White Castle fez uma parceria com a SoundHound, empresa especializada em tecnologia de voz com inteligência artificial, para instalar bots de atendimento automatizado nos drive-thrus.
Após um piloto bem-sucedido em algumas unidades, a rede expandiu a solução para 100 drive-thrus. O bot de voz recebe os pedidos dos clientes, confirma cada item, oferece sugestões e envia o pedido diretamente para a cozinha.
A tecnologia da SoundHound foi projetada para lidar com as complexidades do atendimento real: sotaques diversos, ruído de fundo, mudanças de pedido no meio da conversa e pedidos com múltiplas modificações. O sistema aprende continuamente com cada interação, melhorando sua precisão ao longo do tempo.
Uma das maiores implementações de IA em drive-thru do mundo
White Castle expandiu a IA de voz para 100 unidades, tornando-se uma das maiores implementações de bots de drive-thru no mundo.
- 100 unidades com bots de voz operacionais
- Agilização do processo de pedidos no drive-thru
- Redução da dependência de mão de obra para atendimento de pedidos
- Consistência no atendimento entre todas as unidades equipadas
- Aprendizado contínuo do sistema com cada interação
Esse caso se alinha ao que outras redes estão fazendo. O McDonald's implementou reconhecimento de voz com IA da IBM, enquanto a Wendy's criou o chatbot FreshAI com o Google Cloud.
A tecnologia de voz no drive-thru já saiu da fase de testes
O caso da White Castle é significativo porque não se trata de um piloto ou experimento. São 100 unidades operando com bots de voz no dia a dia. Isso demonstra que a tecnologia já passou da fase de teste e está pronta para uso em produção.
Para redes menores e restaurantes independentes, a mensagem é clara: se uma rede de 300 lojas confia em bots de voz para atender seus clientes, a tecnologia funciona. A questão não é mais se vale a pena, mas quando implementar.
O custo de um bot de voz já é competitivo com o custo de um funcionário dedicado ao drive-thru, especialmente quando se considera rotatividade, treinamento e encargos. Para operações que funcionam em horários estendidos ou 24 horas, a economia é ainda mais significativa.
Como avaliar bots de voz para o seu drive-thru
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Escala valida a tecnologia. Um piloto de sucesso em 5 lojas é promissor. Uma implementação em 100 unidades é prova de conceito definitiva.
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Rotatividade é um custo invisível. Se você gasta meses treinando atendentes que saem em seguida, a automação se paga rapidamente.
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Turnos difíceis são os primeiros candidatos. Noite, madrugada e fins de semana são os horários onde bots de voz geram mais impacto.
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A IA melhora com o tempo. Diferente de funcionários novos, o bot acumula aprendizado. Cada mês que passa, ele fica mais preciso.
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Comece pequeno, expanda rápido. White Castle começou com poucas unidades e escalou. Você pode testar em uma única operação antes de ampliar. A Carl's Jr. e Hardee's seguiram a mesma lógica ao testar chatbot de IA no drive-thru.
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